domingo, 27 de julho de 2008

É hora de mudar

Quatro anos de Imobilidade, inexpressão e acomodismo, a Câmara Municipal de Cuiabá tem baixo rendimento legislativo e esta atolada em denuncias e escandalos. Só este ano, foram apresentados 115 projetos de lei. Desses, 15 foram enviados à sanção do prefeito e apenas 5 se transformaram em lei. Em percentual: 7,6%. Isto é: na função de legislar, criar leis que possam mudar a vida do cidadão, o desempenho pode ser considerado muito ruim em uma capital, além de duas CPI's, a do transporte que não resultou em nada e a do lixo que esta caminhando pelo mesmo caminho que a primeira.

Durante esses quatro anos, os vereadores confrontaram-se diretamente com o eleitorado cuiabano, em especial com os estudantes e a juventude. O Passe-Livre foi duramente atacado, na tentativa de sua restrição, o decreto legislativo que propunha a redução da tarifa não conseguiu as assinaturas necessárias, enquanto isso a câmara de vereadores se comportava e ainda comporta-se como advogado dos empresários do transporte que devem mais de 110 milhões de impostos para o cofre municipal.

Mas Também sofreram duras derrotas para os Movimentos Sociais. O movimento Estudantil garantiu a permanencia do passe-livre , o Movimento Comunitário, derrubou o aumento do IPTU com a Lei de iniciativa popular, que conseguiu mais de 20 mil assinaturas.

Agora a Câmara de Cuiabá, tenta sobreviver a enxurrada de denúncias e investigações a que se tornou alvo por causa da gestão da ex-vereadora Chica Nunes (PSDB), atual deputada estadual. A ex-dirigente é acusada de formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica, falsificação de documentos e coação de testemunha. O atual presidente, Lutero Ponce (PMDB), também esteve envolvido no caso, mas, conseguiu provar que apenas assinava os cheques sem saber do que se tratava.

É claro que nem todos os vereadores se compactaram com essas situações, como o caso do Ludio Cabral e Enelinda escala, ambos do PT e Luiz Poção (PP), que sempre se proporam a colaborar com os Movimentos Sociais. Mas de fato a Câmara Munical não representa nenhuma expressão politica na Capital, não reflete os anseios do Povo Cuiabano que não sente representado.

Todo candidato tem necessidade de sustentar um discurso – a um só tempo correto,coerente e permeado por propostas factíveis. Mais: é preciso difundi-lo em termos compreensíveis e capazes de atrair apoios e, se possível, emocionar o eleitor.
Um Candidato a vereador, mesmo quando eleito por uma fatia do eleitorado identificável social e geograficamente, estará na Câmara como representante de todos os munícipes – ou do povo, dos que vivem do seu trabalho. Isto significa que no exercício do mandato não poderá se negar a debater nenhum tema relativo à vida na cidade. Isso exige conhecimento dos problemas, preparação prévia.

Portanto, é hora de Mudar, é fazer com que a nossa Câmara Municipal saia desse mar de lamas que se encontra. É trazer a Câmara para perto do Povo, ou melhor, Colocar os filhos do Povo lá dentro através de candidaturas que represente os Movimentos sociais, que avance a luta Popular.
Isso não é uma formula, talvez um bom exemplo.
Ouse Fazer diferente, vote em um(a) Candidata(o) que seja de Toda Cuiabá.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Fidel Castro: A educação em Cuba

O líder cubano Fidel Castro escreveu mais uma de suas reflexões, na qual destaca o sistema educacional da Ilha e lembra que "nenhum país desenvolvido possui neste campo nossos índices de escolaridade e as possibilidades educacionais de todos os cidadãos, apesar do bloqueio injusto e o roubo descarado de braços, músculos e cérebros que sofre Cuba". "Os Estados Unidos e outros países ricos não podem sequer equiparar-se com o nosso. Têm, isso sim, muitos mais automóveis, gastam mais gasolina, consomem muitas mais drogas, compram mais quinquilharias e se beneficiam com o saque de nossos povos, como o fizeram durante séculos", acrescenta.

Leia na íntegra do texto, reproduzido pela União da Juventude Socialista:
http://www.ujs.org.br/2008/julho/21julho02.asp

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Ato contra Gilmar Mendes

Meus amigos e minhas amigas:
Estou participando da mobilização nacional para o ato de repúdio a Gilmar Mendes, convocado pelo blog Cidadania.Com (www.edu.guim.blog.uol.com.br).
Gostaria de contar com a participação daqueles que entendem que o que o presidente do Supremo fez foi um ato contra a democrácia e mais um lance na sua conduta de defesa dos poderosos.
Minha proposta é nos reunirmos no próximo sábado, às 10 horas, na Praça Alencastro, em frente a prefeitura.
Quem se dispuser a comparecer, por favor, confirme a participação respondendo a este email.
Abraços

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Presidente Municipal da UJS de Cáceres debate Saúde e Racismo em Artigo

A Jovem negra Aline Figueiredo, militante da União da Juventude Socialista de MT, pública seu artigo sobre os problemas da população negra ao acesso a saúde pública. Aline também é militante do NEAB- Núcleo de Estudo Afro Brasileiro.

Racismo na assistência dos serviços e saúde: Atitudes discriminatórias dificultam o acesso da população negra ao SUS


Aline Figueiredo de Oliveira


Este estudo tem como objetivo fazer um levantamento da relação existente entre os profissionais de saúde e o atendimento à população negra - pardo e preto. Com a criação do SUS na década de 1990 a saúde publica sofre significativas mudanças, preocupando-se com o primeiro nível de acesso e de contato da população com o sistema de saúde, com isso integram-se os princípios básicos de saúde: universalidade, eqüidade, integralidade. Trabalhar saúde da população negra, é avaliar a forma de atendimento que esta população esta recebendo, a assistência, a chegada desta população aos serviços de saúde, as políticas implementadas para que possam diminuir ou amenizar as doenças decorrentes desta população. A Primeira experiência de inclusão de questões raciais na área da saúde em ações governamentais teve início na década de 80 com a contribuição do Movimento Negro em São Paulo, e outros estados e municípios buscaram institucionalizar através da secretaria de saúde. O movimento Negro Em 1995, através da marcha zumbi dos Palmares contra o racismo, enfatizou a importância de se trabalhar a saúde da população negra. Através das suas reivindicações fez com que o governo federal instituísse por decreto presidencial um Grupo de Trabalho Interministerial Para a Valorização da População Negra/GTI, cujo sub-grupo saúde, procurou implementar as recomendações do movimento negro...

A Globo é o principal cacique do PIG ( Partido da Imprensa Golpista)

A Globo mais uma vez demonstra a sua parcialidade diante dos fatos politicos do País. A Mirian leitão que não cansa de atacar os movimentos sociais ( principalmente a
UNE), agora tenta ligar o caso Dantas ao mensalão para atrelar o caso ao governo.
No Sitio de Paulo Henrique Amorim - conversa afiada- ele narra essa trajetória golpista da Mirian leitão.
Paulo Henrique Amorim
DANTAS: POR QUE MIRIAM QUER QUE A ORIGEM SEJA O MENSALÃO ?
Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista
leia mais>>> http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Post.aspx?id=361

O Equívoco Histórico do Anarquismo

Anarquismo, uma teoria particular que pretende suprimir não o capital e, consequentemente, a luta de classe entre capitalistas e assalariados, que surgiu no curso da evolução social; o que quer eliminar é o Estado. O poder do Estado e apenas a organização que as classes dominantes, proprietários, latifundiários e capitalistas articularam para preservar seus privilégios. O Anarquismo acredita que o Estado criou o capital e que o capitalista detém seu capital somente graças ao Estado. Já que o mal maior é o Estado, raciocina eles, é necessário, em primeiro lugar, suprimi-lo; a seguir, o capital desaparecerá por si mesmo. Engels diz o contrário: suprima o capital, a concentração dos meios de produção em poder de poucos e o Estado desaparecerá. A diferença é grande: a supressão do Estado sem uma prévia modificação radical da sociedade é um absurdo. A supressão do capital é precisamente uma revolução social e implica numa transformação total da produção. Mas como, para os anarquistas o Estado é o mal em primeiro lugar, é necessário não fazer nada que possa manter o Estado. É preciso, pois, abster-se completamente da política. Deve-se fazer propaganda, denegrir o Estado, organizar-se; quando se tiver o apoio de todos os operários e, consequentemente, da maioria, fechar-se-ão todas as administrações e suprimir-se-á o Estado para substituí-lo pela organização Internacional. Este grande ato pelo qual se inaugurara a era da felicidade, Engels denomina de: a liquidação social.Tudo isto parece tão radical e tão simples que pode ser aprendido, de cor, em cinco minutos, e esta e a razão pela qual a teoria Anarquista encontrou rapidamente adeptos entre jovens pequeno-burguês, doutores e o outros doutrinários burgueses. No entanto, jamais se conseguirá convencer as grandes massas operárias de que as questões públicas dos seus paises não são também questões suas. Elas são políticas por temperamento e, por fim, afastar-se-ão de quem lhes prega abstenção política. Pedir aos operários que se abstenham da política e, em qualquer circunstancia, joga-los nos braços dos padres ou dos republicanos burgueses.Acreditamos assim como Marx e Engels, que a dissolução gradual e, definitivamente, a desaparição da organização política denominada Estado – organização que sempre teve como tarefa principal assegurar, através da força armada, a tutela econômica da maioria dos trabalhadores pela minoria dos proprietários. Desaparecendo esta minoria, desaparece a necessidade de uma força estatal armada que serve as finalidades da repressão.Os Anarquistas invertem o problema: afirmam que a revolução proletária deve começar pela eliminação da organização política do Estado. Ora, após a vitória do proletariado, e justamente o Estado que representa a única organização que a classe operaria triunfante encontra para utilizar. É verdade que, para o desempenho de novas funções, o Estado exige importantes modificações. Mas destruí-lo completamente neste momento equivaleria a destruir o único aparelho como o apoio do qual o proletariado vitorioso pode assumir o poder que acaba de conquistar, reprimir seus inimigos capitalistas, e realizar a revolução econômica da sociedade, sem a qual a sua vitória transformar-se-ia inevitavelmente num fracasso e no extermínio maciço dos operários, como ocorreu na Comuna de Paris.
(Com base nos manuscritos de F. ENGELS)

terça-feira, 8 de julho de 2008

PCdoB por uma cidade mais humana!

Com esse signo o Partido Comunista do Brasil lançou neste ano a discussão sobre o desenvolvimento das cidades de forma sustentável e humana. Ao longo dos primeiros meses de 2008 o PCdoB procurou consolidar o Bloco de Esquerda nascido no seio das eleições para a Câmara dos Deputados, bloco composto pelos partidos PCdoB, PSB, PDT e PMN, PRB e PHS, em alguns municípios o bloco está dando suporte à várias candidaturas, em outros que não foi possível a sua construção o PCdoB buscou por em prática as resoluções de sua última conferência.
Aqui em Cuiabá a construção do bloco foi estimulada todo o tempo, onde o Partido buscou filiar várias lideranças e personalidades sociais com o objetivo de lançar chapa própria à eleição proporcional, infelizmente por questões locais não foi possível concretizar o bloco.
Na impossibilidade desta construção o partido procurou dar conseqüência à resolução de sua conferência: reeleger Chaparral em Barra do Garças e eleger a Professora Janete para a Câmara Municipal de Cuiabá. Imbuídos dessa tarefa a direção municipal junto com a executiva do estadual procurou construir uma correlação de forças onde fosse possível formalizar nossa resolução. Partiu-se para conversações com os pré-candidatos a prefeito da capital, Deputado Valtenir do PSB, Mauro Mendes do PR e Wilson Santos do PSDB.
Não viabilizando a aliança com o bloco de esquerda o partido deu ênfase na discussão de qual outra forma iríamos conquistar êxito em nossos projetos, nessa discussão que durou mais de vinte dias o partido se orienta para aliança junto ao Partido da Social Democracia Brasileira, aliança igual fora construída em Sergipe.
Durante a convenção municipal o partido tirou algumas orientações para nortear essa nossa aliança na divulgação da resolução partidária o Presidente Estadual do PCdoB Miranda Muniz ressaltou as falhas da administração do candidato a reeleição e apresentação de uma carta intitulada por UMA CUIABÁ MAIS HUMANA, seguindo assim a campanha nacional do partido, buscando o comprometimento dos candidatos em relação à bandeiras de lutas do partido.
O partido agora busca movimentar toda sua militância na concretização dos objetivos reeleição do Prefeito Chaparral e eleição da Professora Janete como vereadora por Cuiabá .
Vamos todas e todos a luta, a batalha não vai ser fácil, mas quem disse que empunhar a bandeira da foice e martelo seria fácil.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

NOTA DE PESAR PELO FALECIMENTO DO CAMARADA CARLOS REINERS



"Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis."
Bertold Brecht.

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB), manifestam profundo pesar em face do falecimento do querido camarada Carlos Reiners. Ao mesmo tempo, externa sinceras condolências aos familiares e amigos enlutados.

Filho de família tradicional do Pantanal de Mimoso, Carlos Reiners, ainda moço, optou conscientemente por cerrar fileiras ao lado de outros ilustres revolucionários que combatiam a Ditadura Militar, pela justiça e liberdade.


Duramente perseguido, injustiçado e enfrentando todo tipo de adversidade, o camarada Carlos Reiners jamais se curvou ante a ação dos órgãos de repressão e dos poderosos.

Temos plena convicção que o seu legado continuará em nossos corações e mentes, servindo de inspiração para a atual e futuras gerações de lutadores por um Brasil livre, democrático e socialista e por um mundo onde a miséria e a opressão sejam apenas cicatrizes da História.

Obrigado, Professor Carlos Reiners!

Cuiabá, MT, 01 de julho de 2008.

Secretariado do Comitê Estadual do PCdoB/MT

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Eleições 2008: alianças programáticas versus pulverização política

30 DE JUNHO DE 2008 - 16h05

Nestas eleições de base, quando são escolhidos os prefeitos e vereadores de todos os municípios do país, uma tendência despolitizante aparece com força propalando a falácia de que os problemas das cidades não têm nada a ver com as questões nacionais, ou mesmo com plataformas programáticas. Verbalizou esta tese batida, neste final de semana, o candidato a prefeito da capital paulista pelo PSDB, Geraldo Alckmin, quando disse que ''não tenho esta preocupação de perder ou ganhar votos discutindo questões nacionais''. Esta visão é equivocada pois desconhece que, numa federação como é o Brasil, as políticas públicas decididas em âmbito nacional têm reflexo direto na situação dos municípios. No período em que vigorou a orientação neoliberal no país, especialmente durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, a política era a de rebaixar ao máximo o papel do Estado na sociedade brasileira, e esta linha econômica, política e administrativa levou --, contraditoriamente-- a uma total dependência dos que vivem nas cidades das decisões tomadas em Brasília.

A história da maioria dos partidos políticos no Brasil, por outro lado, é marcada pelo regionalismo e pelo caciquismo, que privilegia o personalismo de lideranças locais. Partidos nacionais, com plataforma programática definida para todo o país, filosoficamente situado no espectro do pensamento político moderno, é uma raridade no quadro político brasileiro. Um desses casos raros é a história do Partido Comunista do Brasil, fundado em 1922, e que neste ano se lançou em todos os estados com sua fisionomia própria, apresentando soluções e propostas para as cidades e candidatos com prestígio popular dispostos a colocar em prática esta plataforma. Mas, ao mesmo tempo, o partido se preocupou em construir alianças amplas a partir do núcleo de esquerda que faz parte da sustentação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Foi assim que neste último ano o PCdoB se esforçou por amalgamar o chamado Bloco de Esquerda, do qual participam também o PSB, o PDT e o PRB, principalmente. O trabalho permanente – e coletivo destes partidos – permitiu a união destas forças no centro mais importante do país, em São Paulo, onde a esquerda uniu-se em torno da candidatura de Marta Suplicy (PT), tendo como vice o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB).

Em várias outras capitais, foi também possível construir alianças amplas, como os casos de Aracaju, Salvador, Recife, Fortaleza, São Luís, Goiânia e João Pessoa. Em outras capitais, acabou prevalecendo a pulverização, como foi no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e mesmo em Porto Alegre. Nesta fase, as candidaturas buscarão o apoio popular para suas propostas, e na medida em que possam estar no segundo turno, uma nova oportunidade de unificação poderá se apresentar para a batalha final.

É preciso registrar, no entanto, que o esforço de unidade, mais uma vez, partiu das agremiações que hoje integram o Bloco de Esquerda -- com o papel revelante do Presidente da República no final do processo de convenções -- e não diretamente do PT, ainda contaminado por forte tendência hegemonista. Prova disto é o fato do Partido dos Trabalhadores ter lançado candidatos próprios em 20 capitais. É o partido que mais lançou candidatos próprios e alguns deles com poucas chances de vitória.

Mas, ainda assim, um primeiro balanço do mapa eleitoral desenhado pelas convenções partidárias deste final de semana aponta para um desfecho promissor para as forças políticas que apóiam o projeto de desenvolvimento nacional e de transformação social que o Brasil está experimentando com o governo Lula.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Conferência Eleitoral do PCdoB de Cuiabá

A CONFERÊNCIA ELEITORAL DO PCdoB, no município de CUIABÁ, acontecerá no dia 30 de junho, a partir das 19 horas, na SEDE DO PCDOB -NA CEL ESCOLASTICO ESQUINA COM A JOÃO GOMES SOBRINHO -SOBRE LOJA DO RESTAURANTE ALEX.

A pauta: debate sobre candidaturas no município e a política de alianças.

É importante toda a militância do partido se fazer presente para ajudar a construir uma Cuiabá mais humana! Todos e toda pré-candidatos e pré-candidata devem contribuir com a mobilização assim vamos demonstrar força e fôlego para as eleições deste ano.

Todos e todas à mobilização.

terça-feira, 17 de junho de 2008

PCdoB agora tem sede, tem endereço...

Camaradas,

Esta mensagem é para anunciar, conforme solicitação de nossa tesoureira estadual, Meire Rose, que a Direção Estadual do PCdoB/MT conta a partir de agora com uma sede estadual, que estará locada por um período de 01 ano.


Tal feito se deve à Direção Nacional, que subsidiará a manutenção da sede pelo período acima estipulado, tendo em vista que as contribuições financeiras arrecadadas em nosso Estado são irrisórias (resumindo: os Camaradas não vem contribuindo com suas obrigações estatutárias de manutenção do Partido. Mas, isso é outra história).

A sede, para entrar em funcionamento precisará ser equipada, o que está além de nossas possibilidades. Portanto, solicitamos a contribuição de todos no sentido de atenderem ao pedido de nossa tesoureira de doação de equipamentos, material de consumo, entre outros.

O funcionamento da sede será regido por algumas determinações da Direção Nacional e por um regimento da executiva estadual que prevê critérios de utilização do espaço: agendamento para realização de reuniões; cedência do espaço só com o acompanhamento de membro da executiva estadual, não há empréstimo de telefone, a sede não poderá ser utilizada como comitês de campanha de nenhum de nossos candidatos, entre outros.

A administradora da sede será a Camarada Meire Rose e, em caso de impossibilidade (ausência por viagem, etc.) da mesma, um outro membro da executiva assume a tarefa.

Findo o prazo de 01 ano;não haverá renovação da contribuição da Direção Nacional. Por isso, pedimos aos Camaradas que alegraram-se com a boa nova que procurem acertar suas contribuições para que após esse prazo possamos continuar mantendo um espaço que é de todos nós.

Saudações,

Lane Costa - Secretária Estadual de Organização do PCdoB/MT

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Sou Classe Média

CLASSE MÉDIA

Max Gonzaga e Banda Marginal

autor - Max Gonzaga

quarta-feira, 4 de junho de 2008

BANCA VERMELHA ITINERANTE - É O PCdoB NA PRAÇA!!!

O Partido Comunista do Brasil vai invadir as praças e bairros de Cuiabá.
A partir deste final de semana o PC irá mobilizar seus filiados, amigos e simpatizantes para contribuírem com a BANCA VERMELHA ITINERANTE. O objetivo é que a cada mês possamos apresentar as idéias do Partido a um bairro diferente, assim aproveitando para fazer campanha de filiação e de divulgação do PCdoB e sabendo um pouco mais sobre a realidade do nosso município.
O primeiro será no bairro Areão, no domingo dia 08/06, na Avenida da Feira das 18h às 24h, os próximos já temos como proposta o Pedra 90 e o CPA II, no entanto a organização informa que está aberta a propostas. Para que ocorra tudo bem, estamos arregimentando material do Partido como revistas, o jornal A Classe Operária, temática ou não, entre outros para que possamos distribuir ou deixar para a população ler, com isso a BANCA VERMELHA ITINERANTE quer fazer história e presença.
Contamos com a presença de todas e de todos!!!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

ABAIXO ASSINADO PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO

Caros e Caras Camaradas,

Dando prosseguimento à campanha da CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, pela Redução da Jornada de Trabalho está sendo disponibilizado um abaixo assinado virtual, vamos fazer um esforço para nosso município poder contribuir com esta campanha.

O internauta que está ansioso para assinar o abaixo-assinado das centrais sindicais pela redução da jornada de trabalho, sem redução dos salários, agora pode fazê-lo pela internet. O objetivo das centrais é arrecadar milhões de assinaturas em apoio ao projeto de lei, de autoria dos senadores Inácio Arruda (PCdoB-CE) e Paulo Paim (PT-RS), até o dia 3 de junho, possível data da entrega do abaixo-assinda e da realização de uma audiência pública em Brasília sobre o tema. Nesta quarta-feira (28) as centrais realizarão o Dia Nacional de Mobilização pela redução da jornada em todo país.

O endereço é reconhecido internacionalmente e as assinaturas, portanto, têm o mesmo valor da assinatura em papel. Lançado essa semana, o abaixo-assinado virtual já conta, neste momento, com 270 assinaturas.

A campanha se encerra no dia 28 de maio, quando as centrais promoverão, junto com as demais entidades que compõem o movimento sindical – sindicatos, federações e confederações – um dia de luta, cujo momento mais importante será a entrega das assinaturas no Congresso Nacional pela aprovação da PEC 393/01, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

A campanha está sendo promovida por seis centrais: CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), CUT, Força Sindical, NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores), UGT (União Geral dos Trablahdores) e CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil).

Clique aqui e assine o abaixo-assinado.

Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap)

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Militantes do PCdoB devem reforçar luta pela saúde da mulher

Bandeira histórica das feministas do PCdoB, a garantia do bem-estar e o direito ao aborto estarão em pauta neste 28 de maio, dia Internacional da Saúde da Mulher e Nacional pela Redução da Mortalidade Materna. Ao lado de diversas entidades dos movimentos sociais, o partido, por meio da sua Secretaria da Mulher, convoca militantes comunistas e dos movimentos sociais para fortalecer essa luta.
“Sempre reivindicamos a atenção integral à saúde da mulher e defendemos a descriminalização e a legalização do aborto”, disse Liége Rocha, secretária de Mulheres do PCdoB. Por isso, enfatizou, “é importante que todos os comunistas e as comunistas participem das atividades que acontecem em diversas cidades brasileiras”.

Os atos terão também caráter solidário em relação às 10 mil indiciadas no Mato Grosso do Sul por terem feito aborto. “As mulheres não podem ser criminalizadas por interromperem uma gravidez indesejada”, disse Liége.

Segundo ela, no entanto, “o aborto não pode ser visto como método contraceptivo, mas como um direito que as mulheres devem ter assegurado para usarem em caso de necessidade”.

Contra-argumentando a idéia de que sua legalização aumentaria o número de casos, Liége esclarece: “nos países onde o recurso é legal, não houve crescimento no número de abortos e, ao mesmo tempo, não houve aumento no índice de mortes maternas”. Podem ser citados como exemplos Cuba, Estados Unidos, França e Inglaterra, entre outros.

Pela saúde das mulheresPara os comunistas, defender a descriminalização e a legalização do aborto significa também cuidar da saúde feminina. “É preciso compreender que esta é a quarta causa de morte materna no Brasil. A média é de 75 mortes para 100 mil nascimentos”. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera altas as taxas acima de 20 por 100 mil. “Ou seja, quando defendemos que o SUS disponibilize este serviço, estamos também lutando para garantir a saúde da mulher e da criança”, salientou a comunista. Para ela, paralelamente a isso, é preciso haver orientação para o planejamento familiar e serviço disponível para acompanhamento de pré-natal e da saúde feminina como um todo.

Conforme documento da primeira Conferência Nacional do PCdoB sobre a Questão da Mulher – realizada em 2007 – e aprovado pelo Comitê Central, a luta pela saúde e pelos direitos reprodutivos da mulher faz parte de um processo mais amplo de inserção, valorização e emancipação feminina que, por sua vez, é passo fundamental para a construção do socialismo.

Por isso, o texto estabelece como plataforma a mobilização por “políticas públicas de saúde em todos os níveis, que se pautem pelos princípios da universalidade, integralidade e laicidade do Estado, dando relevância ao estabelecido da Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher”.

Defende, também, “políticas que garantam os direitos sexuais e reprodutivos, descriminalização e legalização do aborto, redução e prevenção da elevada ocorrência da morbimortalidade materna ainda existente no nosso país” e “políticas para controlar e reduzir a incidência do câncer de mama e de colo uterino, as DSTs/AIDS, assim como o cuidado com a saúde da mulher negra e indígena, nas suas particularidades, com o objetivo de mudar o cenário epidemiológico”.

Como forma de pôr em prática as posições dos comunistas, a Secretaria de Mulheres vai realizar em julho reunião com os membros do Fórum de Mulheres, os pré-candidatos do partido para as próximas eleições e os militantes e dirigentes que atuem em espaços institucionais. A meta é comprometer o coletivo para a necessidade de se implementar medidas práticas em defesa das mulheres.

Para isso, o Fórum elaborou recentemente uma plataforma que engloba propostas de ações que passam por áreas como saúde; enfrentamento da violência contra a mulher; trabalho e geração de renda; educação; habitação; esporte, cultura e lazer; e cidadania.

Conservadorismo na Câmara“Tivemos uma derrota histórica, uma vitória do preconceito, um desrespeito à vida”, disse, da Tribuna da Câmara a deputada pelo PCdoB-MG, Jô Moraes. A parlamentar se referia ao duro golpe aos direitos das brasileiras dado no começo deste mês quando a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara rejeitou o projeto de descriminalização do aborto, que tramitava na Casa há 17 anos.

O projeto vai passar pela apreciação da Comissão de Constituição e Justiça e um longo trabalho no campo da luta de idéias e da articulação política será necessário para assegurar nesta instância um resultado favorável à luta pelos direitos da mulher.

A batalha pela garantia desse direito continua nas ruas, no parlamento e nos movimentos sociais. O foco é desmistificar a questão e desconstruir posições conservadoras ligadas a setores religiosos que vêm dificultando a evolução do debate. “O aborto é uma questão de saúde pública, que interfere diretamente na vida das mulheres. Respeitamos os diversos credos, mas não podemos admitir que uma política de Estado esteja condicionada a preceitos religiosos. O Estado deve ser laico e as políticas públicas cada vez mais universais”. Por isso, reforça Liége, “precisamos do apoio de cada militante neste dia 28 e ao longo desse caminho que estamos trilhando pela construção de uma sociedade melhor para nossas mulheres”.

De São Paulo,Priscila Lobregatte

terça-feira, 27 de maio de 2008

"Reduzir a jornada é gerar mais empregos."

No dia 28 de maio os trabalhadores voltarão às ruas no "Dia Nacional de Lutas e Mobilizações pela Redução da Jornada de Trabalho e pela ratificação das Convenções 151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT)".
De norte a sul do país serão realizados atos públicos, passeatas e assembléias, numa grande mobilização para sensibilizar o Congresso Nacional a aprovar medidas de interesse dos trabalhadores. É preciso lutar para que o bom momento da economia se traduza na geração de empregos, de melhores salários e mais distribuição da renda, na garantia de direitos e ampliação das conquistas trabalhistas.
Com a redução da jornada de trabalho constitucional para 40 horas semanais sem redução dos salários, através da aprovação do Projeto de Emenda Constitucional nº 393/01, serão criados mais de 2 milhões de novos empregos além de possibilitar um tempo maior para os trabalhadores dedicarem-se às famílias, ao estudo, à qualificação profissional, ao descanso e ao lazer.
Também estaremos mobilizados para que o Congresso Nacional ratifique a Convenção 151 (direito de negociação coletiva dos funcionários públicos) importante passo para reconhecer os direitos dos funcionários públicos à data base e negociação coletiva para determinar salários e demais condições de trabalho e a Convenção 158 (contra a demissão imotivada) que visa estabelecer limites à demissão imotivada, raiz da prática da rotatividade da mão-de-obra amplamente difundida entre empresas para diminuir os salários e precarizar o emprego.
Participem!
Todos unidos pela redução da jornada de trabalho e pela ratifricação das convenções 151 e 158 da OIT!
CGTB, CTB, CUT, Força Sindical,. NCST e UGT"

Aqui em Cuiabá estaremos reunidos na praça da República, a partir das 13:30 horas.
Participem!

Nara Teixeira
Presidente da CTB-MT

sexta-feira, 23 de maio de 2008

REUNIÃO AMPLIADA - ELEIÇÕES 2008

Caros e Caras Camaradas,

As eleições municipais se avisinham e a Direção Municipal do PCdoB, está convocando todas e todos para contribuir na discussão.

Com esse intuito o PCdoB de Cuiabá convida todas e todos para participarem da reunião ampliada que ocorrerá no dia 25/ 05 (domingo) a partir das 14 h, no Instituto Caburé, com a pauta ELEIÇÕES 2008.

Todas e Todos tem o compromisso e a tarefa de participar da discussão e elaboração de nossas propostas para uma Cuiabá mais humana.

Saudações Militantes à todos e todas.

Para maiores informações pode ligar: 8425 3608/ 8406 2463 ou falar com João Negrão, Miranda, Nara, Lane, Prof. Motta.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

PCdoB-MT reúne Comissão Política

A Comissão Política do Comitê Estadual do PCdoB/MT, reunir-se-á nesse domingo 25.05, às 13 horas, na sede estadual, na Rua João Gomes Sobrinho, esquina com a Coronel Escolástico, bairro Bandeirantes (sobreloja do Alex Restaurante), tendo como pauta discutir e avaliar o projeto eleitoral do Partido para as eleições municipais de 2008.
Segundo o presidente estadual, Miranda Muniz, "nessas eleições definimos dois grandes projetos: a reeleição do prefeito Chaparral em Barra do Garças e a eleição da Professora Janete para a câmara de vereadores da capital. Além disso, devemos jogar pesado em outros pólos, inclusive com possibilidade de lançamento de candidaturas majoritárias em Várzea Grande, Tangará de Serra e Sinop."
O dirigente desta que em Barra do Garças o PCdoB tem procurado construir um amplo arco de alianças e que a administração municipal, após conseguir superar dificuldades inicais, vem conseguindo implementar importantes políticas públicas e sociais em benefício da população, em especial dos mais carentes.
Já na capital, conforme informou Aislan Galvão, membro da comissão política e presidente municipal do Partido, o PCdoB tem reiterado apoio à candidatura do defensor Valtenir Pereira (PSB) e vem trabalhando no sentido de garantir a indicação do cargo de vice-prefeito. Nesse sentido, o Partido já apresentou formalmente ao PSB diversos nomes que poderiam ocupar o cargo de vice, entre eles, o jovem e historiador Aislan Galvão, o cientista político e doutor Manoel Motta, a sindicalista e professora universitária Lane Costa, a presidente estadual da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil e atual presidente do SINTRAE Professora Nara Teixeira, o jornalista João Negrão, o jurista Félix Marques e o presidente do Comitê Estadual e servidor público Miranda Muniz.
Nessa 5ª feira, as executivas municipais dos dois partidos estarão reunidas para apronfundar os debates em relação à coligação e definir o nome que será indicado a pré-candidato a vice-prefeito.
-- MIRANDA MUNIZPresidente Estadual do PCdoB/MT

terça-feira, 20 de maio de 2008

História da Luta Pelo Socialismo - III

O mundo sob o imperialismo
Na virada para o século 20, o mundo parecia relativamente tranqüilo (ver o artigo 6 desta série), mas era só aparência. Nas profundezas da base econômica, ocorriam transformações de grande vulto, destinadas a fazer a tranqüilidade saltar pelos ares. O capitalismo entrava em uma nova etapa, a do imperialismo.
Hoje, esta palavra ganhou uma carga ideológica tão forte que quem a profere é logo excomungado pelo "pensamento único" neoliberal. Há cem anos, porém, imperialismo era um termo de uso geral , inclusive pelos círculos oficiais imperialistas, e também por inúmeros estudiosos do fenômeno. Entre estes, merece destaque o dirigente marxista Vladimir Ilich - que usava o "nome de guerra" Lênin -, autor do livro O imperialismo, fase suprema do capitalismo (1916).
O capitalismo da época dos monopólios
Em resumo, Lênin encarava o imperialismo não como uma política, arquitetada pelos governantes das grandes potências, mas como uma realidade objetiva, fruto inevitável do próprio desenvolvimento capitalista. O capital, pelos mecanismos da concorrência no mercado, tende a se concentrar e centralizar. Já no fim do século 19 isso engendrara enormes conglomerados empresariais, com atuação global, na época chamados trustes, mais tarde multinacionais. Com uns poucos mega-grupos controlando os ramos-chave da produção, a livre concorrência dos velhos tempos cedia lugar a uma economia dos monopólios. O imperialismo - dizia Lênin - é o capitalismo da época dos monopólios. Os grandes grupos industriais foram também fundindo seus capitais com os dos grandes bancos, gerando o capital financeiro - uma poderosa oligarquia, verdadeira nata da burguesia.
Os monopólios atuavam no mundo todo, sem fronteiras. Além de exportarem produtos, passaram à exportação de capitais, inclusive na vasta periferia asiática, africana e latino-americana. O planeta foi repartido entre as mega-empresas. E, para garantir maiores privilégios, elas levaram os governantes de seus países a dominarem os países periféricos também politicamente. A forma típica de domínio era o colonialismo, em que as metrópoles governavam diretamente suas áreas de influência. Mas, já então, países formalmente independentes, como a China ou o Brasil, na prática caíam na "esfera de influência" de uma ou várias potências.
A guerra e as crises revolucionárias
Chegou um momento em que o mundo inteiro estava dividido entre as potências imperialistas - Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Japão e, com atraso, a Rússia. A expansão dos monopólios reclamava mais e mais domínios, porém não havia para onde se expandir a não ser avançando sobre áreas que já tinham "dono". Os conflitos decorrentes daí levaram à Grande Guerra (a I Guerra Mundial), que ceifou perto de 20 milhões de vidas entre 1914 e 1918.
O imperialismo e a guerra tiveram enorme impacto no movimento operário e socialista. Ao lado da contradição entre o capital e o trabalho, pelo menos duas outras entravam na ordem do dia: a que opõe os países dependentes às metrópoles; e a que opõe as potências e blocos imperialistas entre si. Era preciso enfrentar problemas completamente novos. A fase de desenvolvimento gradual e mais ou menos pacífico acabara. Com a guerra, crises revolucionárias instalaram-se em numerosos países. Os socialistas estavam chamados a, finalmente, realizarem o programa revolucionário do Manifesto comunista. Mas para isso deveriam primeiro superar sua própria crise interna, como veremos na próxima edição.
1914: a Grande Divisão
A Guerra de 1914-18 não foi surpresa. A II Internacional Socialista há muito debatia o tema, assumindo uma atitude internacionalista: os trabalhadores não deviam se matar uns aos outros em defesa dos interesses de "suas" burguesias, mas sim se opor à carnificina por todos os meios, sob o lema "guerra à guerra".
Porém, quando o conflito começou, aumentou brutalmente a pressão guerreira de cada bloco burguês sobre "seus" trabalhadores. E os partidos da II Internacional racharam de alto a baixo, em três tendências principais e incontáveis nuances.
A ala chauvinista, a de centro, a internacionalista
Em quase toda parte a maioria dos social-democratas aderiu à febre belicista: os alemães alegavam a necessidade de combater o absolutismo russo; os franceses, a urgência de libertar os povos oprimidos pelos impérios austríaco e otomano. Cada um tinha sua boa desculpa. A votação dos créditos especiais de guerra simbolizou essa atitude social-chauvinista (do francês chauvin, nacionalista reacionário, adepto do lema "Minha pátria, certa ou errada").
Uma facção de centro, minoritária mas com nomes famosos como Kautsky (ver o artigo 6), pregava a volta da paz, sem levar em conta as causas de fundo do conflito inter-imperialista. Tentava, em vão, colar os cacos da II Internacional.
Por fim, a ala esquerda manteve o internacionalismo. Propunha que os operários voltassem as armas contra "seus" burgueses, transformassem a guerra imperialista em guerra revolucionária. E denunciava sem piedade os social-chauvinistas e centristas.
Esta tendência era minoritária. Na Alemanha, a votação dos créditos de guerra só teve o voto contrário de um deputado, o jovem Karl Liebknecht - que em 1916 fundou com Rosa Luxemburgo a Liga Espártaco. Sua força era maior na Bulgária e especialmente na Rússia.
O papel do bolchevismo russo e de Lênin
A Rússia, um imenso império semi-asiático, atrasado mas em rápida industrialização, vivia sob a tirania dos tzares. Em 1905 passara por uma grande revolução operária e camponesa, projetando-se como referência internacional. O movimento operário e o partido marxista eram jovens, muito perseguidos, mas vigorosos. Havia também um ativo partido de base camponesa, o Social-Revolucionário.
A esquerda era forte na Rússia, tanto que fora apelidada de bolchevique (maioria). Tinha ligação de massas, imprensa atuante, tradição de luta em condições difíceis, a experiência de 1905 e uma direção muito firme, onde avultava a figura de Lênin.
A luta entre reformistas e revolucionários seguira ali um caminho próprio, mais nítido e precoce. O choque de idéias já era aberto em 1902, quando Lênin escreveu Que fazer?. Desde a Conferência de Praga (1910) os bolcheviques tinham sua organização própria , separada dos mencheviques (minoria).
Face à cisão do movimento, Lênin e os bolcheviques proclamaram as claras a "falência da Internacional" e a necessidade de se criar outra. Em relação à guerra, defendiam a luta pela derrota da "sua" burguesia.
Depois da histeria, o cansaço e a revolta
No início da guerra, os internacionalistas ficaram isolados. Uma ensurdecedora propaganda belicista embriagava as massas. Militantes bolcheviques linchados ao fazerem propaganda entre os soldados.
Esse clima foi mudando conforme o conflito se arrastava, com seu cortejo de mortes e mutilações, fome e barbárie. A histeria dos primeiros anos transformou-se em cansaço e a seguir em revolta. A esquerda começou a ganhar adeptos. Em 1917 passaria à ofensiva, tendo a Rússia como centro.
A Revolução de Outubro
Em fevereiro de 1917 uma revolução popular derrubou o Tzar. Sus forças motrizes foram os operários, camponeses e soldados (na maioria, camponeses fardados); as formas de luta, greve geral, protesto de massas, rebelião na tropa.
Nascem os soviets exemplo de democracia direta
A Rússia saiu da tirania tzarista para uma fervilhante liberdade. Os exilados retornaram. O governo passou aos cadetes (partido liberal-burguês, de oposição moderada) e em maio aos social-revolucionários e mencheviques.
Ao mesmo tempo, os trabalhadores criavam os soviets (conselhos). Nascidos na Revolução de 1905, eles eram uma organização revolucionária de massas, ágil, desburocratizada, uma típica democracia direta, onde o trabalhador não só elegia representantes, mas participava. Agiam como verdadeiro poder paralelo.
Os soviets exprimiam a revolta dos trabalhadores com uma revolução que não resolvera seus problemas. Em especial, exigiam o fim da guerra. Após novas derrotas no front, as enormes Jornadas de Julho mostraram que o ímpeto revolucionário russo estava longe do fim. O livro Dez dias que abalaram o mundo, do jornalista norte-americano John Reed, reporta o clima reinante.Da revolução democrática à revolução socialista
Após a Revolução de Fevereiro, os bolcheviques ainda eram minoritários. Até no Soviet de Petrogrado não chegavam a 20% dos votos. Essa correlação de forças se inverteu com uma rapidez que só a crise revolucionária permite.
Lênin voltou do exílio dando vivas ao socialismo. Defendeu, nas Teses de abril, que a revolução democrático-burguesa bem ou mal estava feita, era hora de passar à revolução socialista, sob o lema "Todo o poder aos soviets". Outro lema, "Paz, pão e terra", exprimia as tarefas imediatas da revolução. Em agosto, Leon Trotsky, recém-incorporado aos bolcheviques, foi eleito dirigente do Soviet de Petrogrado. A ala esquerda dos social-revolucionários aliou-se aos comunistas. Eram sinais de que os trabalhadores aprendiam com sua experiência.
Afora os soviets havia outro poder paralelo, da ultra-direita. O general tzarista Lavr Kornílov, chefe supremo do exército, rebelou-se em agosto visando restaurar o velho regime, fracassando devido à deserção de suas tropas. O episódio da "kornilovada" desmoralizou de vez o governo, que passara ao social-revolucionário de direita Alexandr Kerensky.
Estavam maduras as condições para transformar o lema "Todo o poder aos soviets", de palavra-de-ordem de agitação em palavra-de-ordem de ação, e em realidade.
No dia 7 de novembro (25 de outubro no antigo calendário russo), os marinheiros rebeldes do cruzador Aurora deram o sinal (uma salva de tiros). Houve resistência na tomada do Palácio de Inverno, sede do governo (descrita no belo filme Outubro, de Sergei Eisenstein), mas a insurreição triunfou nas maiores cidades com relativa facilidade, após poucos dias e uma centena de mortes. Seu primeiro decreto foi a reforma agrária entregando a terra aos que a trabalham. Em seguida, começaram as conversações de paz em separado com a Alemanha.
O verdadeiro enfrentamento veio depois: Kornílov e outros generais tzaristas reuniram os brancos (anti-bolcheviques, inclusive mencheviques e social-revolucionários) e tropas de 14 países na Guerra Civil. Mas trabalhadores e o novo Exército Vermelho, exaustos, e famintos, dessa vez tinham por que lutar. Após três anos de sacrifícios e heroísmo, a revolução antevista por Marx consolidava seu triunfo no mais vasto país da Terra.
A Ofensiva Nazifascista
A maré revolucionária de 1917 refluiu em 1923. O único estado socialista que vingou foi o soviético (afora a Mongólia). O capitalismo estava longe de se afiançar. Em 1929 mergulhou na Grande Depressão, que foi até emendar com a II Guerra Mundial (1939-45): falências em massa, colapso no comércio, desemprego nunca visto. No entanto, a crise não teve uma saída pela esquerda. Ao contrário, prevaleceu a resposta de ultra-direita, o fascismo.
Nos anos 20-30 os regimes fascistas se alastram
O fascismo é o nome da corrente de Benito Mussolini, que se impôs na Itália em 1922-44 (o nome vem do italiano fascio, feixe). Em sentido mais amplo, designa toda a onda de extrema direita que se alastrou na Europa nos anos 20-30 - de Portugal de Salazar à Polônia do marechal Pilduski (e influenciou o Estado Novo no Brasil). Outra designação, nazi-fascismo, indica também a principal variante fascista, o nazismo, que triunfou na Alemanha em 1933 com a ascensão de Adolf Hitler.
Na origem, o fascismo italiano e o nazismo alemão foram movimentos de massas, até com algum parentesco com as esquerdas. Mas logo assumiram uma postura ultra-conservadora, embora com bases em especial nas camadas médias empobrecidas pela crise e nos trabalhadores desempregados e desorganizados. Toda a ala direita das classes dominantes européias, assombrada pelo fantasma do comunismo, apostou no fascismo ou simplesmente aderiu a ele.
A ditadura mais terrorista do grande capital
Duas características definem o conteúdo do fascismo: o chauvinismo e o terrorismo.
O chauvinismo (de Chauvin, personificação, na França, do nacionalista fanático belicoso) explorava sentimentos nacionais, dando-lhes um sentido xenófobo e com freqüência racista. Exprimia os interesses das burguesias européias derrotadas na I Guerra Mundial - sobretudo a grande burguesia alemã.
O terrorismo se exprimia na pregação totalitária, antiparlamentar, anti-igualitária, antidemocrática. Não tolerava qualquer oposição e exigia cega obediência ao chefe (duce na Itália, fuhrer na Alemanha). Desde o início os nazifascistas declararam guerra ao comunismo, que consideravam seu pior inimigo. Incontáveis militantes foram encarcerados e assassinados. Na Alemanha, onde o Partido Comunista elegeu 100 deputados em 1932, Hitler logo que chegou ao governo montou uma farsa judicial para culpar o secretário-geral da III Internacional, o búlgaro George Dimitrof (1882-1949) pelo incêndio do Reichtag (parlamento). A farsa terminou em fiasco; Dimitrof, que fez sua própria defesa, foi libertado, mas a caça aos comunistas prosseguiu.
A política de frente da Internacional Comunista
O 7º Congresso da Internacional Comunista, (1935) traçou a linha geral para enfrentar essa ofensiva, sintetizada no informe de Dimitrof. A nova linha propunha a unidade antifascista. Preconizava a frente única (no seio da classe operária) e a frente popular (em plano mais) e o fim da fase de enfrentamento entre comunistas e social-democratas, que, ao cindir o movimento operário, facilitara a escalada fascista (caso da Alemanha).
Esta linha levou à vitória da esquerda na França, inspirou a heróica resistência da República Espanhola durante a Guerra Civil (vencida pelo fascista Franco) e repercutiu no Brasil, na formação da Aliança Nacional Libertadora. Orientou a Resistência nos países ocupados pelo Eixo durante a II Guerra. E inclui elementos que até hoje devem ser levados em conta - por exemplo na resistência à ofensiva neoliberal, que em vários aspectos se assemelha à ofensiva nazifascista.
A Guerra Antifascista
A ofensiva nazifascista assumiu, sobretudo após 1939, a forma de guerra de conquista - a II Guerra Mundial, maior conflito bélico da história. Após testar suas armas e tropas na Guerra Civil Espanhola (1936-1939), as potências do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) trataram de impor uma redivisão do mundo sob sua hegemonia. A Alemanha hitlerista em poucos meses de blitzkrieg (guerra relâmpago) dominou grande parte da Europa. Em 1941, lançou o grosso de seus exércitos contra a União Soviética, violando o acordo de não-agressão de 1939.
O movimento operário, os social-democratas e principalmente os comunistas eram o alvo principal da fúria nazifascista. O dirigente comunista checo Júlio Fuchik deixou um eloqüente testemunho desta sanha - e da luta contra ela - no livro Testamento sob a forca. Em contrapartida, os operários conscientes estiveram entre os primeiros que se lançaram à Resistência. O combate aos nazistas e aos Quisling (nome de um fascista norueguês, sinônimo de colaboracionista) recorria a todas as formas: da participação nos sindicatos fascistas - para manter os vínculos com as massas - às ações clandestinas de propaganda, sabotagem e guerrilha. Na URSS a resistência ficou conhecida como Grande Guerra Patriótica - nome que indica uma flexão política, pois chamava à luta não só os partidários do socialismo, mas todos que desejassem enfrentar o invasor.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

PLENÁRIA: COLIGAÇÃO NA ELEIÇÃO 2008

Formação militante é participar também das plenárias e/ou atividades do partido.
Nesse ano as eleições municipais soam como uma perspectiva a mais para nós, hoje o partido conta com cinco pré-candidatos a vereador e vereadora sendo eles: professor e funcionário dos Correios Jefferson Prestes, Advogado Félix Marques, Professora Janete, Professor Biro, Advogado Ronei de Lima.
Temos uma perspectiva de pela primeira vez na história do partido de Cuiabá termos um ou uma parlamentar, para isso precisamos ter unidade de ação isso nos deixa forte. Com essa idéia a direção municipal de Cuiabá está chamando todas e todos militantes, filiados para participarem da PLENÁRIA MUNICIPAL com a Pauta: COLIGAÇÃO PARA ELEIÇÃO MUNICIPAL DE 2008, que será no DIA 25/05 (domingo) às 16h, na sede do partido, Rua João Gomes Sobrinho esquina com Coronel Escolástico em cima do Restaurante Alex, ao lado da Churrascaria Majestic.
Tarefa de todas e todos participarem, e se caso tiver algum contato com alguma ou algum militante do partido que não esteja mobilizado para essa atividade, por favor avisar.
Para tirar qualquer dúvida pode enviar correio eletrônico para: cnmarcorio@yahoo.com.br .

MILITANTES E FILIADOS DE CUIABÁ, UNIVOS!